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Bonecos de Neve!

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sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Semana do Magusto - Actividades

Domínio da Matemática


Domínio da Linguagem Oral e Abordagem à Escrita

A cantar a canção da história...
a assistir à  Lenda de S. Martinho

desenho da história

procurar as palavras que correspondem às imagens


Domínio da Expressão Plástica


Os Cartuchos das Castanhas


Este ano fizemos uns cartuchos para as castanhas diferentes. Utilizámos dois pacotinhos de leite agrafados um ao outro, depois forrámos com papel das páginas amarelas, colámos um cartucho à frente com castanhas picotadas e pintadas por nós.



Os cartuchos têm 2 pacotes porque um é para pôr as castanhas e o outro para pôr as cascas.

E ficaram assim!

terça-feira, 8 de novembro de 2011

" A Castanha Teimosa" de António Torrado

“A última Castanha”
(titulo original)
Era uma castanha que estava como as outras, pendurada de um castanheiro.
Chegando o tempo, as castanhas amadurecem e caem por si. Só que esta não caiu.
- Estou bem onde estou e não quero aventuras – dizia.
Uma a uma, as outras castanhas dos ramos iam caindo e rebolando pelo chão, protegidas pelo cobertor ouriçado que as cobria até ao nariz. Nariz é modo de dizer…
Vinham os garotos, estalavam-lhe os ouriços e metiam-nos nos bolsos.
A tímida e teimosa castanha desta história a tudo assistia do seu mirante e não gostava.
- A mim não me levam eles – dizia.
Era a única que sobrava em todo o castanheiro. As folhas a fugirem da árvore, sopradas pelo vento, e ela a afincar-se ao ramo, com unhas e dentes.
Unhas e dentes é um modo de dizer…
Sozinha, desabrigada, não estava feliz. Nem infeliz. Sentia até uma ponta de orgulho por ter conseguido resistir tanto tempo. Um sabor de vitória que a ouriçou toda.
- Ai que vou cair – gritou.

Mas, no último instante, conseguiu agarrar-se. Ainda não era daquela.
Entardecia. Um grupo de gente acendera uma fogueira, junto ao castanheiro. Os garotos, que tinham andado às castanhas, e os pais dos garotos e os amigos dos garotos riam e cantavam. Estavam a preparar o magusto da noite de São Martinho.
A castanha solitária, no alto do castanheiro nu, estranhou a vizinhança. E intrigou-se.
Que estaria a passar-se.
Debruçou-se do ramo mais e mais. A madeira a arder estalava, mesmo por baixo da castanha, a última. O fumo entontecia-a. E se fosse ver de perto o que se passava?
Foi. Caiu. E a história acaba aqui.
Paciência. É o destino das castanhas. Destino é um modo de dizer…
António Torrado


Depois de ouvirmos a história, resolvemos que em vez do desenho da história podíamos fazer um painel da história! E assim foi! Dividimos o trabalho: os meninos de 5 anos faziam as crianças que se juntaram debaixo do castanheiro, os meninos de 3 e 4 anos ajudavam a fazer a fogueira.

A fazer a fogueira...

E pronto! Ficou assim o nosso placard da História de António Torrado!